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Depósito de floricultura é destruído por incêndio em Vitória

Apartamentos de um prédio vizinho também ficaram danificados.

Foto: Caíque Verli

Moradores da região de Goiabeiras acordaram com um susto tremendo na madrugada desta quinta-feira (19). Um incêndio de grandes proporções destruiu parte de uma floricultura localizada na avenida Pedro Depiante. Apartamentos de um prédio vizinho também ficaram danificados, segundo moradores. 

O fogo devastou o depósito e a garagem da empresa, que ocupam cerca de 20% dos 5 mil metros quadrados da loja.

O depósito armazenava vasos plásticos, vasos de cerâmicas e ferramentas da empresa. Os donos da floricultura também perderam um caminhão baú, que ficou completamente destruído pelo fogo. Três caminhões e um outro carro menor do Corpo de Bombeiros foram utilizados no combate às chamas, que só foram controladas depois das 7h da manhã, mais de três horas após o início do incêndio. O capitão Andrade, do Corpo de Bombeiros, falou sobre o trabalho árduo para combater o fogo.

"Era um fogo com chamas bem intensas. O que facilitou foi a chegada rápida dos bombeiros, a gente pegou o fogo na fase inicial", disse o militar.

Trabalho do Corpo de Bombeiros para controlar as chamas no incêndio que atingiu floricultura em Vitória
Trabalho do Corpo de Bombeiros para controlar as chamas no incêndio que atingiu floricultura em Vitória
Foto: Caíque Verli

O laudo que vai apontar as causas do incêndio deve sair em 20 dias, segundo o Corpo de Bombeiros. A loja e o caminhão têm seguro. No início da manhã, o clima era de apreensão entre os moradores. Todos os vizinhos foram acordados seja pelo forte calor, pelo cheiro da fumaça ou pelo barulho de explosões.

Cinco apartamentos de um prédio vizinho ao depósito tiveram danos que podem ter sido causados pelo calor das chamas. A cerâmica do revestimento externo estufou e vidros das varandas ficaram trincados. A comerciante Luciana Alves, que mora no sétimo andar, em uma das unidades danificadas, contou que os moradores tiveram que descer por causa do calor e da fumaça.

"Achei que fosse chuva de granizo. Quando abri a janela, vi aquele clarão de fogo. Fui ver na varanda e o fogo estava bem forte mesmo. Descemos por causa da fumaça e do calor. Ninguém conseguia ficar aqui em cima e nem dava para abrir as portas. A luminária da varanda chegou a derreter", relatou a moradora. 

Parte da garagem do edifício chegou a ficar interditada para que a cerâmica não caísse nos carros, mas a Defesa Civil avaliou que não houve danos estruturais nos apartamentos. A loja é uma floricultura tradicional em Vitória e está aberta há 30 anos na capital, dez deles nesse ponto em Goiabeiras. Abalada, a dona da loja, Rafaela Casati, de 26 anos, preferiu não gravar entrevista, mas contou que chegou a entrar no estabelecimento antes da chegada dos bombeiros e pegou uma mangueira para impedir que o fogo atingisse outras partes da loja. A proprietária disse que ainda não é possível calcular o tamanho do prejuízo.

"ESQUENTOU TUDO LÁ EM CASA", DIZ MORADOR

O aposentado Arineu Caetano Rodrigues, que mora no bairro, contou o que viu. "Eu acordei à noite, só escutei aquele estalo, com a claridade. Tinha muita gente já na rua. Era por volta de 4h. Muito fogo, que clareou tudo. Ficamos assustados. A minha mulher queria correr de casa, pegando documento. Esquentou tudo lá em casa", relata.

"OU É TROTE OU ACABOU A LOJA", AFIRMA DONA

A proprietária do local, Rafaela Casati, 26, contou que ficou sabendo do incêndios através da ligação de uma cliente. "Ou é trote ou acabou a loja, pensei quando recebi a ligação. Fiquei assustada. Cheguei a entrar na loja (na parte que não pegou fogo) com meu pai e vizinhos e pegamos uma mangueira para impedir que o fogo atingisse as outras partes da loja. Só pensava em apagar o fogo", afirma. A família da Rafaela tem o estabelecimento há 30 anos. Há 10 anos, funciona nesse ponto.

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