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Caravela do Descobrimento continua afundada e sem previsão de restauro

Após uma longa disputa travada na Justiça, o símbolo cultural passou para as mãos do Instituto de Pesca e Atividades Náuticas do Brasil (Ipan),

Caravela abandonada em Vila Velha
Caravela abandonada em Vila Velha
Foto: Caíque Verli | CBN

A Caravela Espírito Santo, construída para as comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil, continua parcialmente afundada na região do bairro da Glória, em Vila Velha, e sem previsão para ser restaurada. Após uma longa disputa travada na Justiça, o símbolo cultural passou para as mãos do Instituto de Pesca e Atividades Náuticas do Brasil (Ipan), que ainda não encontrou parceiros para revitalizar o barco.

De acordo com o presidente do Ipan, Nilton Coutinho, o instituto ainda estuda as melhores alternativas para restaurar a caravela. Entre as ideias, estão torná-la uma espécie de museu, que ficaria na Prainha, em Vila Velha, ou até mesmo fazer uma reforma para que o barco volte a navegar e possa servir como ferramenta de estudo para estudantes da rede pública.

No entanto, tudo ainda está no plano das ideias. Enquanto isso, a Caravela Espírito Santo continua em processo de deterioração, mas, de acordo com Coutinho, a recuperação ainda é possível. “Olhando a caravela, dá a impressão de que ela acabou, mas não é verdade. As madeiras dela que não eram de lei foram destruídas, mas o corpo dela está intacto porque foi feito de ipê.”

Ainda segundo Coutinho, o Ipan só conseguirá reformar o barco com parceiros. Um dos interessados é a Prefeitura de Vila Velha, que tem projeto para transformar a embarcação em um museu que ficaria na Prainha, segundo o assessor de governo do município Carlos Von Schilgen Ferreira. “Nós fizemos alguns estudos, orçamentos, estamos buscando diversos parceiros na iniciativa privada para nos ajudar porque não é um projeto fácil tirar aquela caravela do mar.”

O barco foi objeto de uma longa batalha judicial, envolvendo um pedido de extinção da Fundação Descobrindo o Espírito Santo, que era responsável pela embarcação. A ação foi proposta pelo Ministério Público Estadual. Em 2017, a Justiça extinguiu a fundação e determinou a transferência da caravela para o patrimônio do Instituto de Pesca e Atividades Náuticas, conforme pedido feito pelo MPE.

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