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Arroz já é vendido mais caro por causa do preço do frete

Associação Capixaba de Supermercados destaca que não há registro de falta de nenhum produto nos supermercados do Espírito Santo, porém, os preços estão mais altos que antes

Arroz está mais caro nas distribuidoras
Arroz está mais caro nas distribuidoras
Foto: Patrícia Scalzer

Mais de 20 dias após o fim da greve dos caminhoneiros, o setor de alimentos ainda sente os reflexos da paralisação. Por causa do atraso nas entregas e no reajuste dos fretes, os produtos nas distribuidoras e supermercados já estão mais caros. O arroz, por exemplo, é um dos itens que mais teve reajuste nos últimos dias.

De acordo com o representante comercial Fabrício Alexandre Araújo, que trabalha em uma distribuidora de alimentos, muitas entregas ainda estão atrasadas. “As transportadoras não conseguiram colocar em dia as entregas do período em que elas ficaram paradas”, disse.

Fabrício contou que uma marca famosa de arroz já está em falta em algumas distribuidoras do Estado, porém, não há falta nos supermercados por conta do estoque. Ele explicou que a empresa, que fica no Sul do país, alega que está com dificuldade para conseguir transporte para o sudeste. “Nós temos pedido de três semanas atrás e o arroz não chega”, contou.

Além do atraso nas entregas, o frete também está mais caro. De acordo com o superintendente da

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Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), Hélio Schneider, como consequência, os produtos estão sendo reajustados com mais frequência. “Um fardo de arroz que vem do Sul, era vendido por R$ 5 o pacote de 30 kg. Agora eles pedem, R$10. Por isso, existe uma dificuldade muito grande na negociação e isso onera o custo”, destacou.

O gerente de uma distribuidora localizada em Cariacica, Weberton Alves, destacou que a empresa só não teve problemas de desabastecimento porque o estoque foi reposto antes do início da greve.

“Antecipamos nossas compras um pouco antes da greve para manter nossas entregas e os produtos com um bom preço, assim, conseguimos atender todos os nossos clientes e ainda conseguimos novos que passaram a comprar com a gente”, disse.

O superintendente da Acaps destacou que não há registro de falta de nenhum produto nos supermercados do Espírito Santo, porém, os preços estão mais altos que antes da greve dos caminhoneiros.

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