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Obra do Cais das Artes continua sem previsão para ser retomada

Apesar de já estar definido quem vai fazer a gestão da construção, a obra continua paralisada em sem previsão para ser retomada

O Cais das Artes, na Enseada do Suá, em Vitória
O Cais das Artes, na Enseada do Suá, em Vitória
Foto: Ricardo Medeiros

O Governo do Estado assina, na próxima semana, contrato com uma empresa que vai gerenciar as obras do Cais das Artes, na Enseada do Suá, em Vitória. Apesar de já estar definido quem vai fazer a gestão da construção, a obra continua paralisada em sem previsão para ser retomada. O contrato com a gestora é de R$ 3,8 milhões e tem validade de 31 meses.

O secretário estadual de Transportes e Obras Públicas, Paulo Ruy Carnelli, explica que a empresa receberá apenas pelos serviços que forem prestados e que R$ 3,8 milhões é o valor máximo a ser gasto pelo Estado. Isso significa que os custos para os cofres estaduais podem ser menores ou até não existirem, caso a obra do Cais das Artes não seja retomada.

A construção está paralisada desde maio de 2015 por conta de disputa judicial envolvendo questões contratuais com o consórcio Andrade Valadares/Topus, que era responsável pela obra. Enquanto não há solução para esse problema, a obra vai continuar parada.

Segundo Paulo Ruy Carnelli, a empresa vencedora da licitação para fazer a gestão da obra, a Planesp, só vai começar a prestar serviços a partir do momento em que houver a certeza de que a construção do Cais das Artes será retomada. “Assim que a justiça decidir e permitir que a gente inicie a obra, o contrato que nós vamos assinar na próxima semana recebe a ordem de serviço, ou seja, ele é usado na medida exata para acompanhar a obra.”

A empresa contratada terá entre suas principais atribuições um apoio inicial, em uma fase de elaboração de edital de contratação de uma construtora e de orçamentos, por exemplo. Além disso, a função mais importante será a gestão da obra, quando ela for retomada.

Para o vice-presidente do Sindicato dos Artistas Plásticos Profissionais do Espírito Santo (Sindiappes), Celso Adolfo, o atraso para a entrega dos Cais das Artes causa prejuízos não só para a classe artística, mas também para os capixabas em geral. “É privar a sociedade de participar desse momento mundial da Cultura, com grandes exposições e espetáculos circulando. Quem pode sair daqui para esses espetáculos fora, tudo bem. Mas eu acho que o capixaba também merece estar dentro desse circuito.”

A obra do Cais das Artes foi iniciada em 2010 e desde então passou por dois processos licitatórios de construtoras. Ao todo, já foram gastos R$ 126 milhões. A estimativa é que sejam necessários mais R$ 100 milhões para concluir o projeto.

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