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Com tempo quente e sem chuva, incêndios crescem 110% em janeiro no ES

As ocorrências de incêndio em vegetação registraram a maior alta. Foram 703 casos este ano contra 266 no mesmo período do ano passado.

Militares do Corpo de Bombeiros combate incêndio em vegetação.
Militares do Corpo de Bombeiros combate incêndio em vegetação.
Foto: Divulgação / Corpo de Bombeiros ES

A falta de chuva e a temperatura elevada marcaram o mês de janeiro. Esses fatores reunidos resultaram num aumento de 110% no número de incêndios registrado pelo Corpo de Bombeiros no Espírito Santo, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Em janeiro de 2018, foram 472 chamados, enquanto em 2019, esse número chegou a 994. 

As ocorrências de incêndio em vegetação apresentaram a maior alta: foram 703 casos este ano contra 266 no mesmo período de 2018 - aumento de 164%. Se contabilizados os casos desde o início do verão, em dezembro, o número chega a 1.148. O tenente-coronel Carlos Wagner, do Corpo de Bombeiros do Espírito Santo, afirma que quase todos os casos de incêndio em vegetação são provocados por ação humana.

“Esses incêndios em vegetação são 99% provocados pela ação humana. É o homem que vai fazer uma queima inadequada, vai fazer uma limpeza de terreno e coloca fogo, vai queimar o lixo. Ou seja, todos os procedimentos que são contrários às orientações passadas pelo Corpo de Bombeiros Militar”, disse.

O tenente-coronel Carlos Wagner, do Corpo de Bombeiros do Espírito Santo, afirma que quase todos os casos de incêndio em vegetação são provocados por pessoas.
O tenente-coronel Carlos Wagner, do Corpo de Bombeiros do Espírito Santo, afirma que quase todos os casos de incêndio em vegetação são provocados por pessoas.
Foto: José Carlos Schaeffer

O tenente-coronel afirma que onde há serviço de recolhimento de lixo, o mesmo deve ser utilizado, evitando qualquer tipo de queimada. No entanto, para pessoas que moram em zona rural, não contam com esse serviço e precisam fazer o descarte manual, uma série de instruções e cuidados devem ser seguidos.

“A destinação desse lixo é cavando um buraco no chão, colocando esse lixo dentro do buraco e aí você vai fazer a queima sempre com a mangueira nas proximidades para que, caso haja algum centelhamento, alguma faísca, algum pedaço de papel que voou e caiu uma área com vegetação, você rapidamente possa fazer extinção desse fogo evitando assim que ocorra um incêndio, ou seja, você faz uma queima controlada”, explicou.

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Além do aumento nos chamados para casos de fogo em vegetação, houve alta nos incêndios estruturais e em veículos. Em estruturas como residências, comércios e indústrias, houve aumento de 49% nos casos. Foram 244 casos em janeiro de 2019, contra 164 no primeiro mês de 2018. Já os veículos apresentam um aumento tímido - 42 casos foram registrados em janeiro do ano passado, contra 47 neste ano. Uma alta de 12%.

Para atender toda a demanda, mudanças estão sendo feitas na própria corporação, como explica o tenente-coronel Wagner.

“Nós temos dividido nossas equipes, reduzido os números de militares no administrativo e colocando esse pessoal todo na parte operacional para fazer frente à demanda que nós vamos, sim, estamos enfrentando nesse mês de janeiro e também iniciando assim também o mês de fevereiro aqui no estado Espírito Santo”, completou.

De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (SESP), em todo o ano de 2018, foram registrados 9.932 casos de incêndio no Estado.

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