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Jovens negros e pardos são os que mais morrem assassinados no ES

Espírito Santo teve 1.108 homicídios dolosos no ano passado. Desse total, 78% foram praticados com uso de arma de fogo e 92% das vítimas eram homens

Homens negros ou pardos, com idades entre 15 a 29 anos, vítimas de disparos com armas de fogo: esse é o perfil da maior parte das pessoas assassinadas no Espírito Santo ao longo de todo o ano de 2018. Os dados foram obtidos com base em uma pesquisa de Indicadores de Homicídios Dolosos no Estado, concluída pelo Instituto Jones dos Santos Neves.

De acordo com a pesquisa, o Espírito Santo registrou 1.108 homicídios dolosos no ano passado, ou seja, quando há a intenção de matar. Desse total, 78% foram praticados com uso de arma de fogo e 92% das vítimas eram homens. Em relação à cor da vítima, 86% eram negros ou pardos. 

A juventude das pessoas assassinadas também chama atenção, já que 54% das vítimas tinham entre 15 e 29 anos. O levantamento também mostrou que grande parte dos crimes acontece durante a noite e madrugada: 49% dos homicídios foram praticados entre as 19h e as 5h – um total de 552 mortes. As principais ocorrências ocorrem nas sextas, sábados e domingos, concentrando 50% das mortes. O mês de janeiro de 2018 foi também o que concentrou o maior número de assassinatos, com 115 mortes.  

Durante todo o ano passado foram apreendidas 3.004 armas de fogo em todo estado. Em relação aos números de prisões, 2.024 acusados de homicídio foram colocados atrás das grades.

De acordo com o secretário de Planejamento do Estado, Álvaro Duboc, o Espírito Santo tem uma taxa anual de 28 assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes. O plano do governo estadual é reduzir até 2030 os indicadores e atingir a meta de 10 homicídios por grupo de 100 mil habitantes, conforme meta defendida pela Organização das Nações Unidas (ONU).

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