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Água de recipiente do chafariz de creche de Vila Velha é analisada

Surto de gastroenterite em creche particular de Vila Velha afetou 10 crianças e quatro adultos

Exames feitos pela Secretaria Estadual de Saúde, no Laboratório Central (Lacen), ainda não detectaram o que pode ter causado o surto de diarreia
Exames feitos pela Secretaria Estadual de Saúde, no Laboratório Central (Lacen), ainda não detectaram o que pode ter causado o surto de diarreia
Foto: Vitor Jubini

O resultado dos exames das primeiras amostras de água ainda não foram suficientes para descobrir a causa do surto de gastroenterite que atingiu 10 crianças e quatro adultos de uma creche particular de Vila Velha. No entanto, representantes da Secretaria de Estado da Saúde e também da Prefeitura de Vila Velha aguardam o resultado das análises da água do reservatório de um chafariz, que fica no pátio da creche. Uma amostra desta água foi enviada para exame nesta quinta-feira (28).

A preocupação em relação ao chafariz existe porque o local onde está instalado o equipamento era utilizado pelas crianças para brincadeiras. Para abastecer o chafariz, segundo fontes ouvidas pela reportagem, não era corrente, ou seja, havia reservatório para alimentá-lo.

O resultado parcial dos primeiros exames da água da creche foi comunicado nesta sexta-feira (29). Autoridades estaduais e municipais afirmaram que três amostram de água recolhidas na unidade e uma outra amostra da água de um quiosque da praia de Itaparica não tinham bactérias nem coliformes fecais.

> Surto em creche: sobe para 14 o número de crianças e adultos com diarreia

O Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen) também realiza exames com amostras de alimentos recolhidos nos dois locais. Na creche foram coletadas amostras de peito de frango e carne bovina, ambos congelados. No quiosque, onde duas das crianças vítimas do surto estiveram, foram recolhidas amostras de camarão, peroá e batata frita congelada.

O gerente da Vigilância em Saúde do Estado, Romildo Luiz Monteiro de Andrade, reforçou que o caso trata-se de um surto, pois acontece em um local restrito, e não uma epidemia, que englobaria uma área maior de propagação da infecção.

"Até momento, todas as evidências apontam que os casos que aconteceram tem um local comum. Nós estamos tratando de um surto localizado. A população da Grande Vitória pode, em princípio, ficar tranquila", explicou Romildo.

O surto de gastroenterite começou a ser investigado pela prefeitura de Vila Velha no dia 22 deste mês, na última sexta-feira. Desde então o número de pessoas afetadas subiu de cinco para 14. Das 10 crianças que tratam dos sintomas de uma diarreia grave, um menino de apenas dois anos não resistiu às complicações e morreu na última quarta-feira (27). Amostras de tecido do rim e do intestino do bebê foram retiradas para a realização de exames, para detectar uma possível causa da infecção.

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Outras cinco crianças ainda estão internadas: uma em um hospital na Serra, duas em Vila Velha e duas em um hospital particular de Vitória. A menina internada na Serra está em estado grave, porque os rins não estão com o funcionamento adequado e ela precisa realizar hemodiálise. As famílias não autorizaram a divulgação do estado de saúde das crianças internadas em Vitória e Vila Velha.

No entanto, a família do menino Matheus Maciel Almeida, de três anos, que está internado na UTI pediátrica de um hospital particular de Vitoria, pede doação de sangue para o garoto. A doação pode ser feita no Criobanco, no Hospital Santa Rita, em Vitória, e na Hemoclínica, no Centro de Vitória, próximo ao Batalhão de Trânsito. Qualquer tipo de sangue pode ser doado. Para ajudar, dirija-se aos locais informando o nome dele no ato da doação.

No início da tarde desta sexta-feira (29), representantes da prefeitura de Vila Velha estiveram mais uma vez na creche para recolher amostras de materiais para exames.

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