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Saltos de pedras ou em cachoeiras colocam banhistas em risco no ES

Banhistas que gostam de praticar o mergulho precisam ficar atentos aos riscos de acidentes aos bater o corpo ou a cabeça em pedras ou bancos de areia

Cachoeira da Pedra Rocha, no município de Ibitirama, Caparaó
Cachoeira da Pedra Rocha, no município de Ibitirama, Caparaó
Foto: Arquivo Pessoal / João Orides Marques

As altas temperaturas registradas durante o verão fazem com que muitas pessoas procurem as praias, cachoeiras ou lagoas para se refrescar. Algumas, no entanto, se arriscam um pouco mais na hora de se divertir e gostam de aproveitar para praticar mergulhos.

Em Vitória, por exemplo, muitos banhistas buscam as pedras da Ilha do Frade ou da Ilha do Boi para saltarem no mar. Na região Serrana, os locais com cachoeira são os mais procurados pelos turistas. Mas todos os banhistas que gostam de praticar o mergulho precisam ficar atentos aos riscos de acidentes aos baterem a cabeça ou o corpo em pedras, troncos ou bancos de areia.

O neurocirurgião Alexandre Teixeira afirma que o forte impacto na cabeça contra objetos sólidos pode causar traumatismo no crânio e graves hemorragias. Em outros casos, o banhista pode desmaiar após o impacto e se afogar. Na avaliação do médico, os mergulhos de cabeça devem ser evitados em todas as ocasiões, mesmo quando a pessoa conhece o local onde está pulando.

 

"Isso é um princípio básico, se a pessoa não conhece o lugar que ela vai mergulhar, ela não pode mergulhar de cabeça. No caso de mergulhar na praia, tem a variação da maré. Sempre é necessário checar a profundidade da praia, para saber se tem algum banco de areia", explicou o neurocirurgião.

O ortopedista João Batista Cardoso atende em emergências de traumatologia e diz que esse tipo de acidente é recorrente. Ele alertou que o impacto em pedras, troncos ou bancos de areia também pode causar lesões graves na coluna cervical, levando o paciente a perder os movimentos do corpo. Caso algum acidente desse tipo aconteça, o médico diz que a principal recomendação para quem estiver no entorno é não movimentar a pessoa acidentada e procurar um socorro especializado com urgência.

"Para que não haja um agravamento dessa lesão, o ideal é não mexer o paciente ou tentar socorrer. Não tendo conhecimento de como fazer o socorro, usar o celular para ligar para o serviço de emergência é a melhor ajuda para o paciente", opinou o ortopedista.

O porta-voz do Corpo de Bombeiros do Espírito Santo, tenente-coronel Carlos Wagner Borges, afirmou que as áreas com cachoeiros são as que mais registram acidentes em mergulhos de banhistas no estado. Em relação às praias, o ponto de maior risco apontado pelos Bombeiros é a Praia de Setibinha, em Guarapari.

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