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"Absurdo", diz delegado sobre acidente que matou professor em Vila Velha

O professor de História Mauro Celso Azevedo Guimarães, de 44 anos, morreu após ser atingido por uma bobina na quarta-feira (10)

Trabalho da pericia em acidente com bobina em Vila Velha
Trabalho da pericia em acidente com bobina em Vila Velha
Foto: Elis Carvalho

O delegado da Polícia Civil Alexandre Campos, da 2ª Delegacia Regional de Vila Velha, classificou como absurdo o acidente que matou o professor de História Mauro Celso Azevedo Guimarães, de 44 anos, na tarde de quarta-feira (10).

De acordo com o delegado, após prestar três horas de depoimento, Gilson Antonio Pena, 50 anos, disse que era apenas o motorista da carreta, contratado pela empresa RR Transportes e Locação, de Vila Velha. O motorista alegou que a responsabilidade pelo carregamento da bobina era da empresa Prysmian.

O delegado informou que a empresa responsável pelo serviço ainda não procurou a polícia. “O motorista parou, tentou dar o máximo de apoio possível e não tentou fugir. Por causa disso não foi feito o flagrante. Ele estava bastante abatido, disse que nunca sofreu nenhum acidente, muito mais dessa magnitude”, explicou.

A ocorrência será encaminhada para a Divisão Especializada de Delitos de Trânsito. Alexandre explicou que, a partir de agora, o delegado responsável pelo caso terá 30 dias para finalizar o inquérito.

Acho (o acidente) um absurdo, chega a ser realmente criminoso. Tem que ser averiguado e a polícia tem que dar uma resposta o mais rápido possível para que os responsáveis sejam punidos. Todos os envolvidos deverão ser intimados pela Delitos
Alexandre Campos, delegado da Polícia Civil

De acordo com a Polícia Civil, o motorista fez o teste do bafômetro e o resultado apontou que ele não estava embriagado, com a carteira de habilitação regular e, no momento do acidente, conduzia o veículo em velocidade compatível com a via.

O QUE DIZ A EMPRESA DAS BOBINAS

O Grupo Prysmian, responsável pela carga de bobinas transportada pela carreta envolvida no acidente, se manifestou por meio de nota e limitou-se a informar que "está colaborando com os órgãos públicos no trabalho de apuração do acidente".

IRREGULARIDADES

De acordo com os peritos da Polícia Civil que foram ao local do acidente, das oito bobinas que estavam na carreta, cinco estavam soltas e três estavam amarradas de forma irregular. Os peritos explicaram que a fita catraca deve ser passada por dentro e por cima das bobinas para a amarração correta. Porém, as três bobinas estavam presas apenas pelas extremidades. As outras cinco estavam soltas, com amarrações irregulares feitas com fitas plásticas, o que não é permitido.

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