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Alvo de investigação do MPES, rede de supermercados fecha lojas

O supermercado Schowambach foi alvo de operação do Ministério Público do Estado nas últimas semanas. As três unidades - em Maruípe e no Centro, em Vitória; e em Campo Grande, Cariacica - estão sem funcionamento

Alvo de operação do Ministério Público do Estado nas últimas semanas, as sedes do supermercado Schowambach fecham as portas
Alvo de operação do Ministério Público do Estado nas últimas semanas, as sedes do supermercado Schowambach fecham as portas
Foto: Caique Verlí

Alvo de operação do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) nas últimas semanas, as unidades do supermercado Schowambach estão com as portas fechadas desde esta quarta-feira (18), segundo a reportagem apurou com o Sindicato dos Comerciários do Espírito Santo.

De acordo com o Ministério Público, o dono da rede é suspeito de utilizar "laranjas" (pessoas que emprestam nome e documentos) para constituir empresas no Estado e, com isso, lesar o Fisco. A reportagem de A Gazeta esteve em uma das lojas da rede, na Avenida Maruípe, em Vitória. Os portões do estabelecimento estão fechados e não há nenhum tipo de comunicado sobre o fechamento.

Já na filial do Centro de Vitória, um aviso pregado na porta diz: "Atenção, senhores clientes: não abriremos hoje". O comunicado não revela o motivo do fechamento. Clientes dessa filial afirmam que ela também não abre há dois dias.

Em Campo Grande, clientes que foram ao supermercado na manhã desta quinta-feira (19) se depararam com um cartaz avisando que o supermercado deve reabrir somente às 14h30.

Geisa Mara de Araújo, ambulante de Viana, fez uma compra de R$ 300 na unidade na terça-feira (17), mas ainda não recebeu o que comprou em casa. Ela voltou ao local para buscar satisfação sobre o atraso na entrega.

"Vim aqui tentar resolver porque minha compra não chegou. Trabalho com barraca e dependo da compra pra trabalhar. Ninguém me atende no telefone. Eles poderiam pelo menos dar uma satisfação para o cliente. Vou ter que refazer a compra em outro supermercado, mas vou registrar um BO", reclama.

O Ministério Público e a Secretaria Estadual da Fazenda foram demandados e informaram que não solicitaram o fechamento das lojas. A reportagem também tentou ligar várias vezes para outras lojas do supermercado e tentou contato, ainda, com o gerente-geral da rede, João Batista Pupim. Nas lojas, ninguém atendeu às ligações e Pupim não foi localizado. Nourival Schowambach, dono da rede, também não atendeu às ligações da reportagem.

Um funcionário dos Recursos Humanos que atendeu ao telefonema disse não ter autorização para passar informações. A reportagem de A Gazeta fez contato com o Sindicato dos Comerciários do Espírito Santo (Sindicomerciários, que informou ter sido comunicado pelo setor de recursos humanos da rede Schowambach de que os supermercados estão com "problema no sistema" e que as lojas devem reabrir durante a tarde. A empresa, de acordo com o sindicato, não informou qual seria esse problema.

A INVESTIGAÇÃO

No início do mês, agentes do Ministério Público cumpriram mandados de busca e apreensão nas três sedes do Schowambach. O MPES aponta que o empresário, que não teve o nome divulgado, vem há anos utilizando “laranjas” para constituir empresas, com o objetivo de fugir da responsabilidade sobre os débitos tributários contraídos por elas.

 

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