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Chance da febre amarela voltar ao ES é pequena, diz especialista

Apesar disso, não se pode descartar esse quadro. O alerta server para reforçar a procura pela vacina para quem vai viajar para áreas do PR, SC, RS e SP

Frascos com doses de vacina contra febre amarela
Frascos com doses de vacina contra febre amarela
Foto: Fred Loureiro/Secom-ES

Novas mortes por febre amarela foram identificadas em, ao menos, 38 macacos nos estados do Paraná, São Paulo e Santa Catarina, de acordo com um boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde no último dia 15. A informação acende um alerta para toda a região Sul e Sudeste, com a possibilidade da volta da doença. Já em humanos, do mês de julho de 2019 a 8 de janeiro deste ano, 327 casos suspeitos de febre amarela foram notificados ao ministério, mas apenas um foi confirmado, no Pará.

No Espírito Santo, a possível volta da febre amarela não deve ser alarmada, já que o Estado sofreu um surto da doença em 2017. Segundo o professor de Zoologia da Ufes, Sérgio Lucena, a probabilidade do vírus voltar ao ES é pequena, até porque a grande maioria dos macacos capixabas suscetíveis já morreu. Em entrevista à Rádio CBN Vitória, ele explica que a tendência natural é a virose passar pra uma região e só retornar pra essa região anos depois.

"A probabilidade do vírus chegar ao Espírito Santo é pequena, mas não se pode descartar. Com o problema do surto de 2017, a maioria dos macacos suscetíveis já morreu, portanto estamos com uma baixa quantidade de macacos na natureza para viabilizar a virose", diz.

O que deve ser reforçada é a vacinação para as pessoas que vão para essas áreas do Sul e Sudeste que estão com o vírus em circulação. "A febre amarela, na maioria dos seres humanos, é assintomática. Você pode ser picado por um mosquito, desenvolve uma viremia branda, mal estar, uma "febrezinha" parecida com um resfriado e fica de 2 a 3 dias com o vírus. Nesse período, se você for picado pelo mosquito transmissor, a doença pode ser disseminada. Se acontece de ser picado e for para áreas de mata no Espírito Santo, por exemplo, pode levar o vírus para a mata e restabelecer no local o ciclo silvestre", alerta.

Ouça a entrevista:

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