O que você pode fazer para melhorar a saúde renal do seu pet

A campanha Março Amarelo é voltada para trazer explicações e prevenção

Publicado em 11/03/2020 às 19h10
Atualizado em 18/05/2021 às 19h31
Cão e gato: como acompanhar a saúde renal . Crédito: Reprodução/ Instagram
Cão e gato: como acompanhar a saúde renal . Crédito: Reprodução/ Instagram

 

Nesta edição do "Club Pet CBN" a comentarista Tatiana Sacchi fala sobre o destque do mês "Março Amarelo", voltado para a prevenção da saúde renal dos pets. Não há cura para a doença renal crônica, apenas controle. Justamente por isso, o diagnóstico precoce e a prevenção são essenciais. Acompanhe os principais sintomas e confira dicas para cuidar bem da saúde renal do seu pet:

Saiba mais: 

- Os rins são órgãos notáveis, responsáveis por filtrar o sangue, eliminando toxinas, reabsorver moléculas e nutrientes e pela manter o equilíbrio (homeostase) do organismo. Além disso, eles produzem hormônios que mantém a pressão arterial estável e que estimulam a produção de células sanguíneas. Cada vez que o coração bate, os rins recebem em torno de 25% de todo sangue que circula no organismo;

- Com o passar dos anos, é normal que os rins percam parte da sua função normal, já que as células renais (glomérulos) não regeneram e não são repostas pelo organismo, Isso ocorre devido ao próprio processo de envelhecimento, infecções agudas e crônicas, diabetes e hipertensão por exemplo. Essa perda de função pode ser assintomática ou levar a um quadro de doença renal crônica, porém, quando os primeiros sinais da doença aparecem, significa que pelo menos 75% da função renal já foi perdida;

- Os sinais começam discretamente, podendo passar despercebidos e evoluem à medida que os rins perdem sua função. Diferente dos humanos que precisam de hemodiálise constante, pois não conseguem urinar, os cães e gatos não conseguem concentrar a urina e passam a urinar grandes volumes de urina clara, quase transparente e sem cheiro. Isso os deixa desidratados e eles passam a beber uma quantidade exagerada de água. Também pode ocorrer perda de peso apesar do apetite e quando os animais estão em crise podem ficar inapetentes, terem vômitos, fezes amolecidas, diarreia escura (com sangue), dor, prostração, apatia;

- O diagnóstico é feito pelo médico veterinário através da história clínica e de exames de função renal (sangue), urina e ultrassonografia. Também é importante que esses animais façam a mensuração da pressão arterial, pois grande parte deles se torna hipertensa e necessita de controle com medicação;

- Não há cura para a doença renal crônica, apenas controle. Os objetivos do tratamento são: a) poupar os rins evitando a progressão da doença que se inicia no estágio I e pode evoluir até o estágio IV; b) manter o animal estável tratando as complicações decorrentes da doença; c) manter a qualidade de vida;

- O tratamento envolve dieta especial, estimulo à ingestão de líquidos para manter a hidratação, tratamento dos sinais gastro-entéricos e da hipertensão, e outras medidas que visam manter tanto o animal quanto os rins saudáveis pelo maior tempo possível. Muitas vezes, quando o animal descompensa, precisa ficar internado para fluidoterapia intensiva e estabilização do quadro;

- É importante fazer o controle semestral da doença ou sempre que o veterinário achar necessário;

- Março Amarelo é o Mês de Conscientização e Prevenção da Doença Renal em Cães e Gatos: quanto mais precocemente a doença renal for identificada e o tratamento for iniciado, maiores são as chances de o animal responder favoravelmente e se manter com qualidade de vida por um longo período;

- Independentemente das campanhas de saúde que se tornaram habituais, leve seu cão ou gato acima de 7-8 anos para um check-up anual com o médico veterinário. Isso aumenta a chance de diagnóstico, controle e tratamento precoce de inúmeras doenças crônicas.

Prevenir é sempre o melhor remédio!