"A retirada de radares criaria indústria de mortes", diz Contarato

A juíza Diana Vanderlei, da 5ª Vara Federal em Brasília, proibiu a retirada de radares de velocidade das rodovias federais de todo o país. A decisão foi motivada por um pedido liminar feito pelo próprio senador Fabiano Contarato

Publicado em 11/04/2019 às 12h16
Atualizado em 20/05/2021 às 02h31

O senador capixaba, Fabiano Contarato (Rede), autor da ação popular que resultou na proibição da retirada de radares das rodovias federais, afirmou nesta quinta-feira (11), em entrevista à CBN Vitória, que diante da ausência de fiscalização do poder público e da falta de conscientização do motorista sobre os riscos no trânsito, os radares cumprem o seu papel.

O senador defende que a distribuição dos equipamentos ocorra após um estudo e planejamento de distribuição, o mesmo entendimento da juíza Diana Vanderlei, da 5ª Vara Federal em Brasília, que proibiu a retirada de radares de velocidade das rodovias federais de todo o país. A decisão foi motivada por um pedido liminar feito pelo próprio senador Fabiano Contarato (REDE-ES), mas não é definitiva e cabe recurso.

Na decisão, a juíza também determinou que seja realizada a renovação dos contratos do Programa Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade por mais 60 dias. "A não renovação dos contratos para a manutenção dos medidores de velocidade foi realizada sem ao menos ser efetiva a implementação de novo modelo de gestão para a segurança nas rodovias federais", afirmou a magistrada.

Contarato reforçou que no Brasil, mais de 40 mil pessoas morrem todos os anos vítimas de acidente de trânsito. Mais de 400 mil ficam mutiladas. O senador lembrou que durante 10 anos de atuação como delegado de Polícia à frente da Delegacia de Trânsito, vivenciou a dor de famílias que perderam entes queridos em acidentes. "Temos de ter claro que, em matéria de trânsito, quem recebe condenação é a família da vítima, pois sofre a dor da perda e tem a certeza da impunidade. A retirada de radares não evitaria qualquer "pseudo" indústria de multas, mas criaria uma verdadeira indústria de mortes".

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