Amigas do Peito: uma jornada em busca da cura do câncer de mama

Ouça o primeiro capítulo da série especial: "Amigas do Peito": como lidar com momento do diagnóstico do câncer de mama

Publicado em 01/10/2020 às 11h54
Atualizado em 18/05/2021 às 03h46

Neste outubro dedicado à conscientizar mulheres e alertar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, a CBN Vitória te convida a participar da série "Amigas do Peito". Serão cinco quintas-feiras, a partir deste 1º de outubro, de conversas sobre a doença, passando por toda a jornada das pacientes e os desafios enfrentados. Nossa parceira neste caminho de um mês se chama Gilsilene Passon. Advogada e professora, Gilsilene se viu diante de um diagnóstico de câncer de mama em março de 2014. De lá pra cá, passados seis anos, ela estabeleceu como parte de sua meta da vida auxiliar mulheres no entendimento da doença que, só em 2020, já registra 66.280 novos casos, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

O diagnóstico de Gilsilene deu-se em uma consulta de rotina corriqueira, com a detecção de um nódulo. Após uma mamografia, houve a confirmação do tumor - mesmo sem histórico de câncer na família e com os testes genéticos para a doença todos negativos. Ela conta que tinha duas opções: esperar a rotina se acalmar para se tratar ou paralisar a vida e entrar de cabeça no tratamento. Gilsilene escolheu a segunda opção, e em 17 de abril, poucas semanas após o diagnóstico, estava na mesa de cirurgia para o procedimento de mastectomia total, ou seja, a remoção completa da mama. Passou ainda por sessões de quimioterapia e radioterapia.

Neste primeiro quadro da série, o foco da conversa é a fase de recebimento do diagnóstico. "Estou no consultório com o resultado positivo na mão. O que eu faço?". Gilsilene responde: "essa é a hora que devemos fazer a escolha de como lidar com a doença. Muitas pacientes ficam pensando no porquê, mas nunca vamos ter 100% de certeza do porquê. Essa é a hora que também precisamos entender: o passado eu não posso mudar, mas posso agir de uma forma que me leve a remissão da doença". Mas ela explica que a decisão não é fácil e procurou refúgio na inteligência emocional para dar suporte nas escolhas.

Na conversa, o psicólogo americano Marshall Rosenberg é citado por Gislene: "ele fala que o que ocorre nas nossas vidas pode ser um estímulo, um gatilho, para os nossos sentimentos, mas nunca a causa deles". Esse é o ponto de partida para ela falar sobre a necessidade de aliar o tratamento da saúde física com a saúde mental e viver as fases do luto - negação, raiva, negociação, depressão e aceitação - sem que a mulher se paralise ou autoculpabilize. "O câncer é um desafio colocado em nossas vidas, é muitas vezes só o diagnóstico já faz a doença vencer. Mas temos que ter a convicção de fazer tudo que esteja ao nosso alcance para que essa luta seja ganha", finaliza Gilsilene.