Debate: concessão de UBS trará eficiência ou é projeto de incertezas?

Os entrevistados foram o presidente da Amunes, Gilson Daniel, e a presidente da Abrasco, Dra. Gulnar Azevedo e Silva

Publicado em 28/10/2020 às 16h34
Atualizado em 18/05/2021 às 02h16
Sistema Único de Saúde (SUS). Crédito: Marcello Casal/Agência Brasil
Sistema Único de Saúde (SUS). Crédito: Marcello Casal/Agência Brasil

Um decreto publicado na última terça-feira (27) permite que o Ministério da Economia realize estudos para a inclusão das Unidades Básicas de Saúde (UBS), dentro do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República (PPI). O PPI é o programa de privatizações do governo federal, em projetos que incluem desde ferrovias até empresas públicas. O decreto número 10.530, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes, afirma que a "política de fomento ao setor de atenção primária à saúde" está "qualificada" para participar do PPI. O texto levantou polêmica nas redes sociais e a hashtah "Defenda o SUS" chegou ao primeiro lugar dos assuntos mais comentados do mundo no Twitter.

Em entrevistado ao CBN Vitória, o presidente da  Associação dos Municípios do Estado do Espírito Santo (Amunes), Gilson Daniel, defendeu o decreto e disse que a privatização poderia auxiliar os municípios na administração das UBS.

Já a presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Dra. Gulnar Azevedo e Silva criticou o decreto e defendeu a autonomia do SUS.

 

Atualização: Na noite desta quarta-feira, após uma enxurrada de críticas, o decreto que libera a concessão de Unidades Básicas de Saúde à iniciativa privada foi revogado pelo presidente Jair Bolsonaro.