Aumento do fundo eleitoral para R$ 5,7 bilhões é "injustificável", avalia ex-juiz eleitoral

O entrevistado é o advogado e professor Danilo de Araújo Carneiro, doutor em Ciências Jurídico-Sociais e ex-juiz eleitoral

Publicado em 20/07/2021 às 17h40
Atualizado em 20/07/2021 às 17h40
Congresso Nacional, sede da Câmara e do Senado
Congresso Nacional, sede da Câmara e do Senado. Crédito: Roque de Sá/Agência Senado

Na última quinta-feira (15), o Congresso Nacional aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022. Na Câmara dos Deputados, foram 278 votos a favor e 145 votos contrários. Já no Senado Federal, o placar foi de 40 favoráveis e 33 votos contra o projeto. O texto prevê um Fundo Eleitoral, a parcela do orçamento público dedicado ao financiamento das campanhas eleitorais, de R$ 5,7 bilhões - um montante recorde, três vezes maior do que o valor destinado às eleições de 2018. O texto aprovado seguiu para sanção presidencial, mas o presidente Jair Bolsonaro afirmou, em entrevista à TV Brasil, que vai vetar o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões.

Na avaliação do advogado e professor Danilo de Araújo Carneiro, doutor em Ciências Jurídico-Sociais e ex-juiz eleitoral, o aumento do montante dedicado ao fundo eleitoral é "injustificável". Em entrevista ao CBN Cotidiano, ele afirmou que sempre foi favorável ao financiamento público de campanhas eleitorais, já que a ausência de um orçamento público destinado às eleições pode abrir brechas para fontes ilícitas de custeio, mas o triplicar o fundo eleitoral é "inoportuno". "É preciso dinheiro para a boa política. Agora, o valor desse fundo coloca o Brasil no topo do ranking de gastos eleitorais no mundo", destacou.

Ouça a entrevista completa: