Novas regras podem dificultar gravidez por fertilização no Brasil

Quem explica é o médico especialista em reprodução assistida, Jules White

Publicado em 25/11/2021 às 12h08
Fertilização, reprodução assistida
Fertilização, reprodução assistida. Crédito: Pexels

Uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), válida desde 15 de junho, apresentou mudanças nas normas éticas para a utilização das técnicas de reprodução assistida no País. Elas substituem as promulgadas na resolução de 2017 e incluem a possibilidade de mulheres até 37 anos poderem doarem óvulos (antes a idade-limite era 35) entre várias outras normas. Uma das mais polêmicas, é a que restringe a oito o número de embriões que podem ser gerados em laboratório em tratamentos de reprodução assistida. Em entrevista à CBN Vitória, o médico ginecologista Jules White, especialista em Reprodução Humana, fala sobre o assunto!

A resolução informa, ainda, que “técnicas de reprodução assistida não podem ser aplicadas com a intenção de selecionar o sexo ou quaisquer outras características biológicas do futuro filho, exceto para evitar doenças no possível descendente.” A cessão de útero, conhecida como “barriga de aluguel”, fica, conforme a versão anterior da norma do CFM, limitada a pessoas com vínculo familiar de até 4º grau de parentesco, com a condição de que a cessionária tenha um filho biológico vivo. Esse procedimento é garantido também a casais homoafetivos. A resolução define que doação de material genético para fins reprodutivos e a barriga de aluguel não podem ter interesses financeiros ou caráter lucrativo. Ouça as explicações completas!