Transporte de pets em aviões: saiba as precauções que os tutores devem tomar

Ouça entrevista com a médica veterinária Adrienne Brêtas Lanis, mestre em Diagnóstico e Terapêutica pela Ufes

Publicado em 23/09/2021 às 10h42
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Tome precauções ao transportar animais em aviões. Crédito: Freepik

No dia 14 de setembro, o cachorro da raça golden retriever Zyon, de apenas dois meses e quatro dias, embarcou em um voo da Latam no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, com destino ao Rio de Janeiro. O embarque foi realizado pela equipe responsável de canil de origem do animal e, em terras fluminenses, o cão seria recebido por sua tutora, a capixaba Gabriela Duque, de 24 anos, que o conheceria pela primeira vez. Mas essa história não teve um final feliz. Após uma demora de cerca de 1h40 após o pouso da aeronave, Zyon foi levado à tutora, mas com dificuldades para respirar e irrespondível - situação diferente de filmagens anteriores ao embarque, que mostravam o animal em pleno estado de saúde e disposição. O cão chegou a ser internado mas não resistiu e morreu horas depois.

A preocupação em relação a desfechos de casos de transportes de pets é frequente entre os tutores. Mas existem medidas que podem ser tomadas tanto pelo responsável quanto pelas companhias aéreas para garantir a segurança dos animais. Em entrevista à CBN Vitória, a médica veterinária Adrienne Brêtas Lanis, mestre em Diagnóstico e Terapêutica pelo Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), explica que o tutor deve ficar atento a todo o processo de transporte dos animais, desde o momento da compra da passagem até o desembarque. Dependendo da companhia e do tamanho do animal, é possível transportá-lo dentro da cabine de passageiros, junto dos humanos. Utilize kennels (caixas de transporte) rígidas e bem ventiladas e consulte um veterinário se a saúde de seu pet resiste a um transporte aéreo.

O que diz a Latam sobre a morte de Zyon: Nós da LATAM nos sensibilizamos muito com o que aconteceu e estamos em contato com a cliente Gabriela desde o desembarque do Zyon, prestando toda assistência necessária até o momento presente. A empresa esclarece ainda que seguiu todos os procedimentos de aceitação e transporte do pet que atendem rigorosamente aos regulamentos de autoridades nacionais e internacionais.

Desde o embarque no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), o Zyon foi acompanhado de acordo com os mais rígidos protocolos de segurança, aguardando em ambiente refrigerado até a entrada na aeronave e permanecendo hidratado ao longo do trajeto.

Logo após o pouso, ainda dentro do kennel (caixa de transporte), a nossa equipe do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão) identificou que o Zyon encontrava-se com sinais de mal-estar e, imediatamente, atuou para que ele fosse transportado a uma clínica veterinária em uma van dedicada e em tempo mais rápido do que o padrão para esta operação. A nossa equipe esteve junto dele e de sua tutora durante todo o atendimento, e se manteve disponível via telefone inclusive após a sua internação.

Esclarecemos que a LATAM obedece às mais restritas normas de segurança para transportes de pets, seguindo procedimentos baseados no Regulamento de Animais Vivos da IATA e tendo protocolos ainda mais rígidos que a portaria 93 do IBAMA, garantindo uma execução segura em todas as etapas do processo de transporte. Salientamos ainda que a operação ocorreu respeitando os intervalos de tempo seguros desde a entrega do Zyon à equipe da LATAM, inclusive após o desembarque.

A companhia reitera que a segurança é um valor inegociável, reforçando que se solidariza com a tristeza vivida pela cliente e que fará tudo que está ao seu alcance para oferecer a assistência necessária neste momento. A LATAM permanece em contato com a Gabriela, que sinaliza compreensão quanto ao posicionamento e procedimentos adotados pela companhia.