Transcol registra dois assaltos por dia na Grande Vitória

Segundo o GVBus, entre os meses de janeiro a julho deste ano, foram 385 assaltos. No mesmo período de 2016 foram 307 registros, um aumento de 25%

Publicado em 30/08/2017 às 19h36
Atualizado em 21/05/2021 às 18h32

Todos os dias, pelo menos dois assaltos são registrados nos ônibus do Sistema Transcol. Segundo o GVBus, entre os meses de janeiro a julho deste ano, foram 385 assaltos. No mesmo período de 2016 foram 307 registros, um aumento de 25%. De acordo com o Sindicato dos Rodoviários do Estado (Sindirodoviários), os casos aumentaram tanto que atualmente não é possível classificar quais são as linhas mais perigosas, pois em todas há registro de assaltos.

Segundo dados do GVBus, o mês com maior número de ocorrências foi julho, com 76 assaltos, uma delas teve como vítima a estudante Larissa Agnez, 22 anos. Ela pegou o ônibus no Terminal do Ibes e seguia para casa, em Paul, e antes de chegar no destino final foi abordada pelo criminoso. “Faltavam mais ou menos uns três pontos para eu descer quando um rapaz me abordou. Ele colocou a arma na minha cintura e pediu que eu passasse o celular. Na hora eu me assustei e as pessoas até chegaram a olhar, mas viram que ele estava armado.

Depois do ocorrido, Larissa ficou traumatizada com a violência. “Depois que eu cheguei em casa e já tinha passado tudo eu fiquei um pouco nervosa e comecei a chorar. Os outros dias depois do assalto foram muito ruins porque eu ficava bastante assustada para andar nas ruas. Se meu telefone tocasse dentro da bolsa eu jamais atenderia por medo mesmo”, contou.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), nos seis primeiros meses deste ano foram realizadas 6.977 abordagens a coletivos na Grande Vitória. A Sesp não passou o número de assaltos em ônibus no período, mas destacou que a população deve denunciar pessoas que assaltam coletivos através do Disque-Denúncia, 181.

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O presidente do Sindirodoviários, Edson Bastos, destacou que as abordagens de ônibus inibem os assaltos, mas não evitam o problema. Ele conta que em todas as rotas há registros de violência. “Hoje todas as linhas sofrem com os assaltos, é o sistema como todo”, disse.

Bastos destaca que é a polícia quem deve definir estratégias para evitar os assaltos aos coletivos, mas uma solução, na opinião dele, seria colocar policiais à paisana dentro dos ônibus.