'Havia problemas na amarração do granito', diz Garcia sobre acidente

Para Garcia, a falta de duplicação da BR 101 também foi um fator que contribuiu para a tragédia na BR 101, em Mimoso do Sul

Publicado em 11/09/2017 às 15h54
Atualizado em 21/05/2021 às 17h32

O secretário de Estado da Segurança Pública (Sesp), André Garcia, indicou que o caminhão que carregava chapas de granito, apontado como causador do acidente que matou 11 pessoas, possuía problemas nas amarrações da carga além de ser um veículo antigo. Garcia acompanhou a chegada dos corpos das vítimas em Mimoso do Sul e realizou uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (11).

"Essa é uma hipótese forte, de que a carga tinha problemas de amarração. Mas por enquanto não tem como apontar de quem foi o erro. Laudos estão sendo juntados ao processo, testemunhas estão sendo ouvidas", afirmou o secretário. 

Para Garcia, a falta de duplicação da BR 101 também foi um fator que contribuiu para a tragédia. “Certamente há imprudência e também tem a questão da duplicação. Se estivesse duplicada não teria acontecido como aconteceu. O que temos que exigir é que a União não espere outro acidente dessa natureza. Se a concessionária não tem condição de assumir, que a União faça a obra”, explica.

Apesar de não dar mais detalhes, o secretário disse que as investigações do acidente serão realizadas pela delegacia de Mimoso do Sul em parceria com uma equipe da Delegacia de Delitos de Trânsito, de Vitória. 

De acordo com as primeiras apurações das polícias, a suspeita é de que o motorista da carreta carregada de granito tenha batido no micro-ônibus tentando fazer uma ultrapassagem. O veículo com as 20 pessoas do grupo de dança alemã teria ido para a contramão e colidido ainda contra um caminhão carregado de cerveja antes de pegar fogo. 

CORPOS EM VITÓRIA

Os onze corpos foram levados primeiramente para o Serviço Médico Legal (SML) de Cachoeiro de Itapemirim e, depois, para o Departamento Médico Legal (DML) de Vitória. Segundo o superintendente da Polícia Técnico-Científica, o Danilo Bahiense, alguns dos corpos precisarão de exame de DNA. Oito ficaram carbonizados. Três foram liberados para velório. “Primeiramente vamos para a perícia por meio de digitais. Depois, se necessário, por meio da arcada dentária (as famílias que tem radiografias da arcada trazem para facilitar o processo). No último caso é realizado o exame de DNA”, detalha.

Segundo Bahiense, a decisão de trazer todos os corpos para Vitória foi pela proximidade com o município de Domingos Martins e pelo exame de DNA ser realizado no DML de Vitória. As famílias eram atendidas em auditório ao lado, na chefatura de Polícia Civil. Psicólogos ajudavam no processo de orientação.

Com colaboração de Victor Muniz