Nem tudo é real: se a voz e o rosto podem ser falsificados, em quem podemos confiar?
Ouça as informações do comentarista de Tecnologia, Gilberto Sudré
Nesta semana foi destaque no noticiário a informação que um homem de 49 anos viajou de Imperatriz, no Maranhão, para encontrar em Belo Horizonte, Minas Gerais, uma mulher criada por Inteligência Artificial (IA) que ele acreditava ser real e que havia supostamente prometido dividir a vida com ele. Só depois de fazer a viagem de mais de 2 mil quilômetros de ônibus e buscar a pretendente pela capital mineira que o homem descobriu que ela não existe. Nos posts, a mulher gerada por IA, que se apresenta como Jéssica Oliveira e "Jessica Fazendeira", acumula mais de 300 mil seguidores e faz anúncios de plataforma de vendas na internet. Com voz e traços humanos realistas, ela relata estar divorciada e à procura de um homem para morar em uma fazenda no interior.
O pedreiro, que atualmente, está afastado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afirmou que não houve desconfiança sobre a possibilidade de se tratar de um golpe porque a suposta mulher nunca pediu dinheiro durante as conversas. Segundo ele, ela prometia, inclusive, ajudá-lo com a viagem para visitá-lo. Nesta edição do "CBN e a Tecnologia", o comentarista Gilberto Sudré fala sobre o assunto.
Vamos mostrar como funcionam os golpes com inteligência artificial, quais são os sinais de alerta e o que fazer para não cair nessas armadilhas digitais. E queremos saber: você conseguiria reconhecer? Ouça a conversa completa!