Cupins em casa: saiba o que fazer para evitar infestação!
Ouça as dicas do comentarista Marco Bravo
Nesta edição do "CBN Meio Ambiente", o comentarista Marco Bravo traz como destaque o assunto cupins. Quando ouvimos a palavra cupim, quase sempre pensamos em móveis destruídos, portas ocas, telhados comprometidos ou árvores atacadas. Essa imagem, embora tenha fundamento em algumas situações, representa apenas uma pequena parte da história desses insetos. Muito antes da existência das cidades, das casas e dos móveis de madeira, os cupins já desempenhavam funções essenciais nos ecossistemas terrestres.
Os cupins, também conhecidos como térmitas, são insetos eussociais, isto é, vivem em sociedades altamente organizadas, com divisão de trabalho, diferentes castas, cuidado coletivo com os indivíduos jovens e convivência de diferentes gerações na mesma colônia. Durante muito tempo foram classificados na ordem Isoptera. Com o avanço dos estudos genéticos e evolutivos, atualmente são inseridos na ordem Blattodea, grupo que também reúne as baratas, sendo Isoptera mantido em classificações modernas como um grupo interno dos Blattodea. Estudos taxonômicos recentes reconhecem aproximadamente 3 (três) mil espécies descritas de cupins no mundo. No Brasil, levantamentos registram perto de 300 espécies, fazendo do país uma das regiões de grande diversidade desse grupo.
É importante destacar um dado muitas vezes ignorado: a grande maioria das espécies de cupins não é praga. Estimativas indicam que apenas uma pequena parcela apresenta importância econômica significativa, enquanto as demais vivem desempenhando suas funções naturais nos ecossistemas.