As primeiras trincas percebidas na estrutura da Apex
Ouça a análise do comentarista Abdo Filho
Nesta edição do “Economia e Negócios”, o comentarista Abdo Filho traz como destaque que a Apex Partners, até a eclosão da crise em 5 de agosto passado, era daqueles casos típicos de empresas de rápido crescimento e de boa visibilidade no mercado. Claro que havia problemas, como em todo lugar, mas nada, nem de muito longe, que se aproximasse do que a plataforma de investimentos, que já teve perto de 8 mil clientes e R$ 18 bilhões sob gestão, vive de agosto para cá. Há quase um mês o Judiciário analisa o pedido de recuperação judicial solicitado pela companhia, que tem um endividamento próximo de R$ 1 bilhão.
E onde surgiram as primeiras trincas na estrutura que parecia ser tão sólida e bem administrada? Ninguém, por ora, sabe onde exatamente a hecatombe começou, mas há fortes sinais. Um deles está no caso Apex Log, galpão logístico construído no bairro Pitanga, na Serra, com 36 mil m² de área bruta locável e que consumiu R$ 118 milhões. São mais de 70 investidores, que colocaram o dinheiro para tirar o negócio do papel, prejudicados. A Apex é o chamado sócio ostensivo, foi responsável pela captação dos recursos e pela gestão da operação. Em julho, o aluguel pago pelo espaço, que até o mês anterior parava direto no bolso dos investidores, foi para a conta do Banco Daycoval, instituição que havia feito um empréstimo para a Apex. Acionistas da própria Apex, alguns deles investidores do galpão, acharam a situação estranha e foram apurar. Ouça a conversa completa!