Guerra no Oriente Médio abre oportunidades para a economia do ES
Ouça detalhes na participação do comentarista Abdo Filho
O conflito aberto no Oriente Médio após a ofensiva dos Estados Unidos e Israel sobre o Irã, no último sábado (28), tem consequências ainda indefinidas. Não se sabe quanto tempo vai demorar e como os atores principais sairão da guerra. Mas já é certo que países como o Brasil poderão, caso saibam trabalhar, aproveitar as janelas de oportunidades que já começam a se abrir. Tudo começa no fornecimento seguro de energia (limpa ou fóssil, o Brasil tem as duas), passa pelo agronegócio e deságua na segurança para se fazer bons negócios. Por se tratar de um conflito em uma região de grande produção de petróleo e gás, os preços estão em enorme volatilidade. A coisa piora com a possibilidade de fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa algo perto de 20% da produção mundial. Na Europa, os preços de referência do gás natural chegaram a subir mais de 50% nesta segunda-feira (02). O Brasil, bem distante da guerra e grande produtor de petróleo e gás, com mais de 5 milhões de barris equivalentes no mês de janeiro (o Irã, para efeito de comparação, produz 3,5 milhões de barris dia), surge como protagonista entre os fornecedores seguros para os grandes importadores, caso da China. Ouça detalhes na participação do comentarista Abdo Filho.