Rhino vai à Justiça e Apex entra com pedido de recuperação judicial
Assuntos para o nosso comentarista Abdo Filho
Nesta edição do "Economia e Negócios", o comentarista Abdo Filho traz como destaque a notícia que a Rhino Securitizadora, responsável por emitir R$ 452,3 milhões em debêntures para a Apex Partners, entrou com uma ação cível contra a plataforma de investimentos. O objetivo, de acordo com a empresa, é resguardar os direitos dos mais de 300 investidores que participaram das nove emissões de títulos de dívida emitidos desde meados de 2024. O movimento se dá diante da deterioração da situação da Apex, mergulhada em grave crise financeira e institucional desde o começo de agosto.
Ele explica que o movimento da Rhino é relevante porque no endividamento assumido até agora pela Apex, algo perto de R$ 1 bilhão, a maior parte está nas mãos dos debenturistas (R$ 452,3 milhões). Cerca de 300 investidores entraram, mas grande parte do volume, algo perto de 75% (R$ 339 milhões), está nas mãos de apenas 15 aplicadores. São empresas e investidores, inclusive de fora do Espírito Santo. Alguns são sócios da Apex e há também casos de donos de empresas coligadas e parceiras da plataforma de investimentos.
Na ação, a Rhino solicita ao Judiciário a análise das condições de cada uma das nove emissões, assim como a apresentação de documentos e informações necessários à verificação dos créditos que compõem os respectivos lastros. Segundo os advogados, como as operações possuem características próprias, incluindo prazos, séries e garantias, cada emissão deve ser examinada individualmente. Entre as medidas propostas, está a preservação do patrimônio separadamente e dos ativos vinculados às emissões. A securitizadora quer que os valores relacionados aos respectivos lastros sejam mantidos em subcontas específicas para cada emissão, sob supervisão do Judiciário e com prestação de contas. Eventuais levantamentos e rateios dependeriam de autorização judicial. Ouça a conversa completa!