Mulher negra no ES tem quase 4 vezes mais chances de ser morta por tiro
O relatório é do Instituto Sou da Paz e revela que a desigualdade racial se faz presente nos casos de feminicídios
Uma mulher negra no Espírito Santo tem quase quatro vezes mais chances de ser morta por um disparo de arma de fogo do que uma mulher não negra. Uma desigualdade racial evidenciada pela taxa de mortalidade por este tipo de armamento, que em terras capixabas atinge 3,4 a cada 100 mil mulheres. Entre as não negras ela cai para 0,9. Considerando os dados do país, as vítimas de homicídios são majoritariamente negras: 67,5%. Uma proporção que chega a 72,3% nos casos de violência armada. Na comparação com feminicídios o perfil é semelhante, 63,3% são mulheres negras. O recorte racial está na 5ª edição do relatório Pela Vida das Mulheres: o papel da arma de fogo na violência de gênero, com análise de 2024. Produzido pelo Instituto Sou da Paz, ele traz informações sobre a violência letal e não letal contra as mulheres a partir de dados do sistema de saúde. Ouça detalhes na participação da comentarista Vilmara Fernandes.