Jovens misóginos: como a famílias estão atuando dentro de casa?
Ouça a análise do comentarista José Eduardo Coleho Dias
Nesta edição do "Questões de Família", o assunto em destaque é que em meio ao debate sobre o episódio do estupro coletivo envolvendo adolescentes no Rio de Janeiro, a violência desses crimes expôs um comportamento que especialistas dizem estar cada vez mais presente entre jovens: a misoginia. O termo define o desprezo ou o ódio contra mulheres. O que está acontecendo? Crise da masculinidade, influência das redes sociais ou falha na condução da educação familiar, por parte das famílias?
Na última semana, reporatgem de "O Globo" trouxe que durante depoimento na CPI do Crime Organizado, na última terça-feira, a juíza titular da Vara da Infância e Juventude do Rio, Vanessa Cavalieri, afirmou que esse tipo de comportamento tem aparecido com mais força entre adolescentes. A magistrada fez referência a estudos da escritora e pesquisadora britânica Laura Bates, que, em entrevista à BBC, afirmou que há um “movimento de radicalização em massa” de meninos e adolescentes, atraídos para comunidades online misóginas por meio dos algoritmos das redes sociais.
No Brasil, aponta a reportagem, "os dados da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, mantida pela SaferNet Brasil, ajudam a dimensionar o problema. O levantamento mostrou que as denúncias de misoginia na internet cresceram 224% em 2024 na comparação com 2023. No mesmo período, os registros de crimes de ódio online aumentaram 54%". Ouça a conversa completa!