Bicicleta elétrica: dicas para se proteger contra furtos e roubos!
Em entrevista à CBN Vitória, Daniel Fitaroni, diretor da LAF, empresa de mobilidade elétrica, fala sobre o assunto
O Espírito Santo registrou 679 ocorrências de furtos e roubos de bicicletas elétricas entre janeiro e agosto de 2026, contra 177 no mesmo período de 2025, um aumento de 283,6%, segundo dados do Observatório da Segurança Pública do Estado. De acordo com Daniel Fitaroni, diretor da LAF, empresa de mobilidade elétrica, a proteção começa quando se escolhe uma bicicleta com cadeado dianteiro acoplado e somar a ele um cadeado em U de alta resistência, de modo que as duas rodas fiquem travadas e presas a um ponto fixo. A recomendação inclui ainda rastreador e seguro de qualidade, e, em caso de assalto, não reagir.
Os registros cresceram ao longo do ano: foram 52 casos em janeiro, 53 em fevereiro e o pico em julho, com 144. Segundo a Polícia Civil, o fenômeno é nacional e ganhou força com a popularização das bikes elétricas na mobilidade urbana. Há ainda uma dificuldade para a polícia: diferentemente de carros e motos, as bicicletas elétricas não têm placa, o que complica a identificação em abordagens e blitz.
Para evitar o furto com a bike parada, o entrevistado orienta travar a roda dianteira e prender a traseira em algum ponto fixo no chão. Os criminosos, que muitas vezes chegam de carro para levar a bike inteira, olham sempre o que está mais fácil, e uma bike bem travada tende a ser descartada. Com dois cadeados, a ação fica ainda mais difícil, e o criminoso opta por outra.
Outra recomendação é ter rastreador, que permite avisar as centrais de segurança ou a seguradora, e contratar um seguro de qualidade, de preferência com rastreador.
O maior erro, segundo Daniel, é achar que isso nunca vai acontecer com a sua bike. Daí vêm os descuidos mais comuns: não prender a bike em lugar nenhum, prendê-la em locais que não são firmes e economizar no cadeado, quando o investimento nele é fundamental.
Os cuidados também valem durante o uso, porque o roubo não acontece só com a bike parada. É importante pensar nos trajetos, preferir vias iluminadas, com policiamento e boa estrutura, e não reagir a um assalto, por segurança. Se o crime acontecer, a orientação da Polícia Civil é registrar o boletim de ocorrência informando o número de série da bicicleta, que funciona como uma “placa” e fica no chassi ou embaixo do guidão, e acionar imediatamente o 190 e o 181. Em entrevista à CBN Vitória, Daniel Fitaroni, diretor da LAF, fala sobre o assunto. Ouça a conversa completa!