Comércio: 'Fim da escala 6x1 vai impactar, principalmente, o microempresário varejista'

Ouça entrevista com o diretor de Relações Institucionais da Fecomércio-ES, Marcus Magalhães

Publicado em 22/10/2026 às 10h52
Carteira de Trabalho, Emprego, profissão
Carteira de Trabalho, Emprego, profissão. Crédito: Agência Brasil

Entidades empresariais avaliam que a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que trata do fim da escala 6X1, pode agravar a escassez de mão de obra no Estado, pressionar os preços e afetar a competitividade das empresas. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo (Fecomércio-ES) defende, por exemplo, que "trata-se de uma proposta com profundos impactos sobre as relações de trabalho, produtividade e competitividade, cujos marcos regulatórios sequer foram apresentados à sociedade de maneira clara e aprofundada. Mudanças dessa magnitude deveriam ser conduzidas por meio de um debate mais rigoroso, transparente e responsável para com a sociedade".

"A Fecomércio-ES não se opõe às iniciativas voltadas à qualidade de vida e bem-estar dos trabalhadores. No entanto, a discussão, feita de forma rasa, demanda avaliação aprofundada de seus impactos econômicos, sociais e setoriais, a fim de assegurar uma transição equilibrada para trabalhadores e empregadores, num momento em que precisamos de razoabilidade e cautela em função da aproximação do período recessivo na economia", defende. Em entrevista à CBN Vitória, o diretor de Relações Institucionais da entidade, Marcus Magalhães, fala sobre o assunto.

"Ela impacta, principalmente, o pequeno e microempresário porque a rede varejista é composta por esse setor e não tem margem de 'manobra' se ele quiser manter os negócios funcionando, como é hoje na escala 6x1. Ou ele vai ter que decidir, se fecha um dia da semana, ou se contrata mais gente, pra manter a legislação nova no radar. É uma situação complexa, com um cenário capixaba onde já temos o 'apagão' de mão de obra. Já tentamos contratar mão de obra, e não conseguimos", explica.