Como identificar, denunciar e se proteger de casos de assédio no trabalho

Quem explica é a Procuradora do Ministério Pùblico do Trabalho, Keley Kristiane Vago Cristo

Publicado em 10/06/2021 às 12h04
Atualizado em às
Só em 2020, segundo o TST, foram quase sete processos abertos por dia envolvendo assédio
Só em 2020, segundo o TST, foram quase sete processos abertos por dia envolvendo assédio. Crédito: Freepik

Mais uma denúncia de assédio no ambiente de trabalho veio à tona nos últimos dias. O então presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, agora afastado, foi acusado de assédio moral e sexual contra uma funcionária da entidade. Em áudios gravados pela vítima e anexados à denúncia feita ao Comitê de Ética da CBF, Caboclo pergunta se a funcionária "se masturba" e se ela "está dividida" entre dois funcionários. Segundo a mulher, em outro momento, o presidente da entidade chegou a chamá-la de "cadelinha" e deu a ela um biscoito para cachorros.

Segundo dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST), mais de 26 mil pessoas entraram na Justiça por assédio sexual no ambiente de trabalho entre janeiro de 2015 e janeiro de 2021. Só no ano passado, foram quase sete por dia. Uma pesquisa do LinkedIn e da consultoria de inovação social Think Eva com profissionais de todo o país constatou que quase metade das mulheres já sofreu algum assédio sexual no trabalho. Em entrevista à CBN Vitória, a Procuradora do Trabalho Keley Kristiane Vago Cristo, Ministério Público do Trabalho no Espírito Santo (MPT-ES), aponta o que pode e o que não pode em uma relação profissional e explica como identificar, denunciar e se proteger de casos de assédio no trabalho. Acompanhe!

Em nota de sua defesa, Rogério Caboclo nega que tenha cometido assédio, mas reconhece que houve brincadeiras inadequadas.