Como vai funcionar integração de câmeras particulares ao videomonitoramento da polícia no ES

Ouça entrevista com o subsecretário de Comando e Inovação da Sesp, Guilherme Pacífico

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 06/07/2026 às 11h12
Vila Velha ganha 100 novas câmeras de videomonitoramento
Câmeras de videomonitoramento. Crédito: Marco Antonio Antolini/PMVV

Câmeras instaladas em condomínios, empresas e estabelecimentos comerciais poderão ser integradas ao sistema de videomonitoramento da polícia no Espírito Santo. A conexão com esses equipamentos, que atualmente operam isoladamente, vai permitir que informações e alertas relevantes cheguem mais rapidamente às forças de segurança, via Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes). De acordo com informações do governo do Estado, "atualmente, existem milhares de câmeras de monitoramento espalhadas pelo Espírito Santo, mas muitas operam de forma isolada. O 'Projeto Sentinela ES' busca conectar essas estruturas, permitindo que informações e alertas relevantes cheguem mais rapidamente às forças de segurança. A proposta é formar uma rede colaborativa de inteligência e tecnologia, fortalecendo a prevenção, o monitoramento e a proteção da população capixaba", explica o governo.

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), podem aderir ao projeto entidades públicas e privadas que administrem ou operem sistemas de monitoramento, sensores, câmeras, plataformas analíticas, soluções de videomonitoramento ou infraestrutura tecnológica relacionada à segurança. "As instituições interessadas deverão encaminhar a documentação à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), que avaliará a viabilidade da integração ao Parque Tecnológico da Segurança Pública Capixaba".

Ainda, segundo a secretaria, "a adesão é voluntária e, após a integração, o ente público ou privado poderá enviar metadados, imagens, e vídeos relevantes para as atividades de segurança pública. Todo o conteúdo será recebido pelo Núcleo de Intervenções Rápidas (NIR) do Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes) e tratado conforme os mesmos protocolos já utilizados no Cerco Inteligente e nos Totens de Segurança".

"A integração não busca o monitoramento contínuo de pessoas, mas o envio de dados para a composição de informações e alertas para eventos relevantes na segurança pública. Assim como ocorre atualmente com os recursos de reconhecimento facial e leitura automática de placas, a tecnologia analisará os dados recebidos e, ao identificar situações de interesse para a Segurança Pública, acionará automaticamente os protocolos de resposta das forças policiais". Em entrevista à CBN Vitória, o subsecretário de Comando e Inovação da Sesp, Guilherme Pacífico, fala sobre o assunto. Ouça a conversa completa!

link para acessar os documentos e orientações está disponível no site da Sesp.