Ferraço defende investigação e diz que não há dinheiro público na Apex
O candidato à reeleição para governo afirmou que a crise revela uma vulnerabilidade na governança na empresa
Quase um mês após ter sido revelada a crise na plataforma de investimentos capixaba Apex Partners, o governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço (MDB), candidato à reeleição, defendeu investigação rigorosa da situação e disse que não há dinheiro público aportado na empresa. A companhia tem endividamento de quase R$ 1 bilhão; o caso foi levado à Justiça. A afirmação de Ricardo foi feita durante a primeira da série de sabatinas de A Gazeta e CBN Vitória com os candidatos ao governo do Estado, na manhã desta segunda-feira (31), na sede da Rede Gazeta. O candidato foi questionado pela equipe de colunistas e jornalistas de A Gazeta e CBN sobre a sua relação e a dos seus familiares com a crise da Apex Partners. Pedro Chieppe, filho de Ricardo, tem participação na empresa. "Meu filho tem 3% dessa empresa e eu pessoalmente defendo que a investigação possa alcançar os responsáveis pela Câmara de Valores Mobiliários (CVM), Ministério Público (MPES), Justiça Federal e Justiça Estadual. Acredito na inocência e na boa-fé do meu filho", afirmou.
Durante a sabatina, Ricardo Ferraço também foi questionado sobre a diferença entre o seu perfil de governo e do seu antecessor, Renato Casagrande (PSB), que deixou o comando do Executivo capixaba para concorrer ao Senado. O candidato destacou que um dos focos será ampliar as escolas em tempo integral, para alcançar 100% das unidades e prometeu que 100% das escolas até o final do ano estarão climatizadas. Também disse que um dos focos é manter o Estado organizado. "A continuidade é manter a forma de governar, com diálogo, humildade e foco no resultado. Vamos focar em trabalhar resultados na Grande Vitória e 78 municípios, mantendo o Estado organizado com capacidade de planejamento e entrega", afirmou. Foi perguntado também sobre qual seria a sua posição na disputa nacional, hoje polarizada entre o PT e o PL, com Lula e Flávio Bolsonaro candidatos ao Palácio do Planalto, respectivamente. Sobre o assunto, Ricardo esquivou-se, afirmando que é e vai continuar sendo 100% Espírito Santo. "Os principais adversários querem submeter o Espírito Santo à polarização ideológica. Achamos que submeter a isso é colocar em segundo plano o interesse dos capixabas. Tenho afirmado que vamos governar o Espírito Santo fora do extremismo", frisou.