“Foi colocada uma pá de cal na tese de latrocínio”, diz procurador que atuou na acusação
Ouça entrevista com o procurador Sócrates de Souza e saiba também como a defesa irá recorrer da condenação
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Fernanda Queiroz
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O procurador do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Sócrates de Souza, responsável por apresentar as acusações contra o juiz Antônio Leopoldo Teixeira, enfatizou que a decisão do Tribunal de Justiça desta quinta-feira (12) coloca uma "pá de cal na tese de latrocínio”. Nas duas décadas que sucederam o crime, os advogados dos investigados, inclusive dos condenados, sempre defenderam que a morte foi consequência de um roubo seguido de morte. No entanto, as apurações das autoridades, segundo relatório lido pelo desembargador Fábio Brasil Nery, confiram a tese de crime de mando.
O advogado Fabrício Campos, que atua na defesa do juiz condenado Antônio Leopoldo, disse que vai recorrer à Justiça contra a decisão do Pleno do Tribunal de Justiça. A defesa pode recorrer ao próprio TJES, com embargo de declaração para eventualmente esclarecer alguma dúvida, e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), com recurso especial para contestar a decisão. Para a prisão preventiva, o advogado ingressou com um habeas corpus, na expectativa de que o juiz continue respondendo em liberdade.