Mulher trans morre após ser baleada por guarda municipal durante confusão no Centro

Amarilio Boni, secretário Municipal de Segurança Urbana, alega que a Guarda agiu em legítima defesa

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 16/02/2026 às 11h13
Imagem mostra que a Praça Costa Pereira estava cheia no momento da confusão
Imagem mostra que a Praça Costa Pereira estava cheia no momento da confusão. Crédito: Câmera de segurança

Uma mulher trans de 27 anos, identificada como Natasha Lucas do Nascimento, foi morta pela Guarda Municipal após esfaquear outra mulher na Praça Costa Pereira, no Centro de Vitória, no final da noite deste domingo (15). O local estava cheio, por conta do carnaval e a cena assustou muita gente. Conforme apuração da TV Gazeta, tudo começou durante uma briga entre Natasha, que estava com uma faca, e outra mulher. As duas já teriam um desentendimento antigo. "Ela (Natasha) bateu na minha amiga. Eu corri para perto de uma viatura e chamei os guardas. Ela queria me furar. Comecei a me esconder atrás do agente da Guarda. Ela foi para cima de mim e me deu uma facada do lado do agente. Ele falou para ela parar, senão ele ia ter que atirar, e mesmo assim ela não parou", contou a mulher esfaqueada por Natasha. Foi nesse momento, após a facada, que o agente atirou. Natasha chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Duas mulheres que estavam com ela foram levadas para a delegacia para prestar esclarecimentos.

Em entrevista nesta segunda-feira (16) à CBN Vitória, Amarilio Boni, secretário Municipal de Segurança Urbana de Vitória, alegou que os agentes da Guarda Municipal envolvidos nesta ocorrência agiram em legítima defesa. Segundo ele, a vítima não obedeceu as ordens de parar com as agressões. 

Em nota, a Polícia Civil informou que "a ocorrência está em andamento no plantão vigente da Delegacia Regional de Vitória. Somente após a conclusão das oitivas da ocorrência teremos informações sobre o procedimento que será adotado pelo delegado da Central de Teleflagrante com as duas pessoas conduzidas. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico-Legal (IML), da Polícia Científica, para ser necropsiado e, posteriormente, liberado para os familiares".