O que fazer ao encontrar um pinguim na praia? Especialista explica!

Ouça entrevista com o médico veterinário Luis Felipe Mayorga

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 26/06/2026 às 10h45
Pinguim resgatado na Serra
Pinguim resgatado na Serra. Crédito: Reprodução

De acordo com o Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (Ipram), caso você veja um pinguim tentando se aproximar da praia, a orientação é que as pessoas não o toquem. "Não ponha o pinguim no gelo! Eles encalham magros, famintos e com muito frio. Mantenha o pinguim seco e aquecido enquanto o resgate estiver a caminho". Em entrevista à CBN Vitória, o médico veterinário e diretor do Ipram, Luis Felipe Mayorga, fala sobre o assunto.

"Os pinguins encalham em todo o Estado. A gente consegue ver uma leve tendência de concentração de encalhes na foz do Rio Doce e no litoral Sul, de Guarapari para baixo. Mas em geral, todos os municípios costeiros recebem pinguins", diz.

"Uma coisa que é bom destacar é que se as pessoas virem pinguim nadando perto da areia, precisam dar espaço e deixar ele encalhar. Muitas vezes as pessoas o perseguem ou vão caminhando pela faixa de areia acompanhando, o inibindo de encalhar. Aí ele encalha à noite ou de madrugada, muito mais debilitado", explica. 

No inverno brasileiro, as aves saem de colônias da América do Sul e migram para regiões mais quentes em busca de alimento.

VI. E AGORA?

"Se você encontrar um pinguim encalhado vivo ou morto no Espírito Santo, informe o Ipram no número: (27) 99865-6975, com plantão 24 horas. Ajudaremos com o resgate ou informando o parceiro mais próximo, quando necessário", diz. Também é possível acionar o serviço do Projeto de Monitoramento de Praias da Petrobras, no número 0800 991 4800 (de 08 às 18h).

Com cerca de 65 centímetros o pinguim-de-magalhães vive no sul da América do Sul e pode ser encontrado na Argentina e no Chile. No período reprodutivo, entre setembro e março, forma colônias com milhares de indivíduos. Argentina, Ilhas Malvinas e Chile abrigam os grupos mais numerosos. A dieta varia entre peixes pequenos, crustáceos e cefalópodes (como polvos e lulas). Ouça a conversa completa!