Orla de Cariacica recebe exposição de fotógrafos cegos até esta terça-feira (15)

Entenda com a artista Rejane Arruda, coordenadora do projeto e curadora da exposição

Publicado em 15/09/2026 às 11h51
Escola de Fotógrafos Cegos segue com exposição na Orla de Cariacica até dia 15
Escola de Fotógrafos Cegos segue com exposição na Orla de Cariacica até dia 15. Crédito: PMC

Quem passa pela nova orla de Cariacica ainda pode prestigiar o trabalho da Escola de Fotógrafos Cegos que está aberto à visitação até esta terça-feira, 15 de setembro. O trabalho é de autoria do coletivo formado por 12 fotógrafos cegos residentes na Grande Vitória que se reuniu em 2022. A passagem pela nova orla de Cariacica encerra a itinerância 2026 da exposiçãoQuando Fecho Os Olhos Vejo Mais Perto”, que começou no final de maio em Piúma. A Escola de Fotógrafos Cegos é uma iniciativa da Sociedade Cultura e Arte (SOCA Brasil) com produção da Cia Poéticas da Cena Contemporânea. O projeto é viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC), com apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult-ES) e do Governo do Estado do Espírito Santo. A itinerância de 2026 também conta com os apoio da Prefeitura de Cariacica e das de Piúma, Anchieta, Aracruz e Serra.

A nova curadoria de “Quando Fecho Os Olhos Vejo Mais Perto” apresenta imagens inéditas e recentes, produzidas em diferentes contextos, de cenas urbanas a registros em feiras de rua. Os trabalhos exploram tanto dimensões formais quanto subjetivas da fotografia contemporânea. Entre os recortes, destacam-se ensaios autorais, produções coletivas inspiradas em fábulas, além de explorações visuais que dialogam com memória, sonho e imaginação.

Segundo a coordenadora do projeto, a artista Rejane Arruda, há uma elaboração estética que não é apenas o registro da imagem. “Pensamos com eles a poética visual. Na história da fotografia, em um determinado momento, o borrão e o desfoque passaram a ser um sinal da presença do fotógrafo enquanto humano envolvido e implicado no ato fotográfico, e não simplesmente aquele objeto parado com uma foto nítida. O desfoque e o borrão trazem vida e impressão de movimento”, explica. Em entrevista à CBN Vitória, ela detalha o assunto. Ouça a conversa completa!