Promotor explica processo de recuperação judicial do Grupo Apex

Ouça entrevista com o promotor Bruno Araújo Guimarães, da 16ª Promotoria de Justiça Cível de Vitória

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 15/10/2026 às 11h09
Sede da Apex Partners, na Praia do Suá, Vitória
Sede da Apex Partners, na Praia do Suá, Vitória. Crédito: Carlos Alberto Silva

A Apex Partners, plataforma de investimentos do Espírito Santo, vem enfrentando uma crise econômico-financeira. Recordando o caso, as primeiras informações foram de que sócios fizeram uma investigação interna e identificaram "inconsistências financeiras na companhia". Após uma tutela cautelar inicial concedida pela Justiça em agosto de 2026, a Apex protocolou um pedido formal de recuperação judicial, em setembro, buscando reestruturar suas dívidas e proteger os ativos das quase 8 mil pessoas e investidores. O promotor Bruno Araújo Guimarães, da 16ª Promotoria de Justiça Cível de Vitória, fez, no dia 3 de outubro, uma manifestação sobre a crise. O membro do Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) faz uma análise geral do caso e dedica grande atenção às questões imobiliárias.

Nesse cenário, o Ministério Público, por meio da 16ª Promotoria de Justiça Cível de Vitória, apresentou manifestação nos autos da tutela cautelar antecedente ajuizada pela Apex Partners Gestão de Ativos S.A. e outras empresas do denominado Grupo Apex Partners. Após analisar o Laudo de Constatação Prévia e os principais acontecimentos processuais, o MP-ES requereu o aprofundamento da apuração sobre a situação patrimonial e financeira das empresas.

"Neste momento, o Ministério Público se manifesta pela manutenção do núcleo da tutela cautelar, condicionada, contudo, à apresentação tempestiva de documentos e esclarecimentos que permitam verificar, com segurança, a situação econômico-financeira do grupo. O MPES ressalta que os elementos disponíveis não permitem afirmar a ocorrência de fraude, gestão temerária, manipulação contábil ou confusão patrimonial, mas apontam inconsistências e lacunas que justificam novas diligências.

O parecer também analisa o endividamento bruto declarado, de aproximadamente R$ 985,6 milhões. Desse montante, cerca de R$ 452,1 milhões correspondem a debêntures e resgates. O passivo tributário identificado no laudo alcança aproximadamente R$ 92 milhões, valor superior aos R$ 35,2 milhões inicialmente informados pelas requerentes", diz o MP-ES. Em entrevista à CBN Vitória, o promotor de Justiça da 16ª Promotoria de Justiça Cível de Vitória, Bruno Araujo Guimarães, fala sobre o assunto. Ouça a conversa completa!