Emoção ao assistir jogos da Copa pode elevar risco cardiovascular? Médico explica!
Ouça o médico cardiologista e intensivista, Eduardo Castro
Emoção intensa e medo prolongado adoecem o coração, como o pico de emoção causado por um jogo. Nesta edição do “Vida Longa CBN”, o assunto em destaque envolve o coração e o clima dos jogos de Copa do Mundo. Nessa semana, foi destaque a notícia de um torcedor de 60 anos que morreu após passar mal durante o jogo entre Brasil e Japão, pela Copa do Mundo, na última segunda-feira (29). O homem estava em uma padaria, em Goiânia, quando teve um mal-estar e caiu da cadeira, batendo a cabeça no chão.
Reportagem do “G1” traz que uma pessoa ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), para chamar o socorro, contando que o homem, cuja identidade não foi divulgada, estava roxo e não estava respirando. A médica socorrista percebeu que se tratava de uma parada cardiorrespiratória e, diante da gravidade da situação, orientou a pessoa a fazer massagem cardíaca no torcedor enquanto a ambulância estava a caminho.
A reportagem traz que tentativas de reanimação do homem duraram cerca de uma hora. O torcedor chegou a voltar quatro vezes, durante o socorro feito pela pessoa e também durante o atendimento da equipe do Samu, mas morreu no local. Diante desse caso, vem a discussão de como os jogos podem afetar a saúde e o coração dos torcedores. Especialistas analisam que a ansiedade antecipatória e a emoção da partida em si causam alterações mentais e fisiológicas no organismo.
Em entrevista à CBN Vitória, o médico cardiologista e intensivista, Eduardo Castro, fala sobre o assunto. Ele explica. “O estresse, a tensão, por exemplo, não cria a doença, do nada, ela cria o gatilho”. “No jogo, a emoção traz pico, o coração trabalha com mais força”, conta. Ele recorda do trabalho de pesquisadores que acompanharam atendimentos de emergência durante a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, e verificaram que, nos dias em que a seleção alemã entrava em campo, a incidência de eventos cardiovasculares era 2,66 vezes maior do que no restante do período analisado. Entre os homens, o aumento chegou a 3,26 vezes, por exemplo. Hipertensos, diabéticos e quem já infartou representam grupo de risco, alerta o médico. Ouça a conversa completa!