Emoção ao assistir jogos da Copa pode elevar risco cardiovascular? Médico explica!

Ouça o médico cardiologista e intensivista, Eduardo Castro

Publicado em 04/07/2026 às 11h39
Torcedores da Grande Vitória durante jogo do Brasil na Copa do Mundo 2026
Emoção dos torcedores da Grande Vitória com gol do Brasil na Copa do Mundo 2026. Crédito: Carlos Alberto da Silva/A Gazeta

Emoção intensa e medo prolongado adoecem o coração, como o pico de emoção causado por um jogo. Nesta edição do “Vida Longa CBN”, o assunto em destaque envolve o coração e o clima dos jogos de Copa do Mundo. Nessa semana, foi destaque a notícia de um torcedor de 60 anos que morreu após passar mal durante o jogo entre Brasil e Japão, pela Copa do Mundo, na última segunda-feira (29). O homem estava em uma padaria, em Goiânia, quando teve um mal-estar e caiu da cadeira, batendo a cabeça no chão.

Reportagem do “G1” traz que uma pessoa ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), para chamar o socorro, contando que o homem, cuja identidade não foi divulgada, estava roxo e não estava respirando. A médica socorrista percebeu que se tratava de uma parada cardiorrespiratória e, diante da gravidade da situação, orientou a pessoa a fazer massagem cardíaca no torcedor enquanto a ambulância estava a caminho.

A reportagem traz que tentativas de reanimação do homem duraram cerca de uma hora. O torcedor chegou a voltar quatro vezes, durante o socorro feito pela pessoa e também durante o atendimento da equipe do Samu, mas morreu no local. Diante desse caso, vem a discussão de como os jogos podem afetar a saúde e o coração dos torcedores. Especialistas analisam que a ansiedade antecipatória e a emoção da partida em si causam alterações mentais e fisiológicas no organismo.

Em entrevista à CBN Vitória, o médico cardiologista e intensivista, Eduardo Castro, fala sobre o assunto. Ele explica. “O estresse, a tensão, por exemplo, não cria a doença, do nada, ela cria o gatilho”. “No jogo, a emoção traz pico, o coração trabalha com mais força”, conta. Ele recorda do trabalho de pesquisadores que acompanharam atendimentos de emergência durante a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, e verificaram que, nos dias em que a seleção alemã entrava em campo, a incidência de eventos cardiovasculares era 2,66 vezes maior do que no restante do período analisado. Entre os homens, o aumento chegou a 3,26 vezes, por exemplo. Hipertensos, diabéticos e quem já infartou representam grupo de risco, alerta o médico. Ouça a conversa completa!